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Notícias

 
09/11/2017

Como viajar de trem pela Alemanha

Viajar de trem pela Alemanha é muito fácil e muito prático. Os trens são confortáveis e rápidos. Nesta viagem, nossa segunda visita ao país, nós conhecemos algumas cidades na região da Renânia do Norte-Vestfália e todo o deslocamento foi feito de trem.

Excelente ideia!

Entramos na Alemanha pelo aeroporto de Frankfurt

O nosso voo com a Condor pousou em Frankfurt, mas nosso destino final era Colônia. Então nem saímos do aeroporto.

Nos dias seguintes viajaríamos para Münster, Düsseldorf e Bonn, encerrando a viagem novamente em Frankfurt, de onde partia nosso voo de volta ao Brasil.

Na estação de trem Fernbahnhof, localizada ali mesmo onde pousamos, no aeroporto Frankfurt am Main, tomamos o trem para Colônia. Geralmente compramos os bilhetes com uma folga de três horas a partir da previsão de pouso do avião para evitar a perda do trem em caso de atraso.

Dessa vez nosso voo atrasou a saída do Brasil em mais de 4 horas por conta de uma suspeita de ataque terrorista no aeroporto de Frankfurt, fazendo com que perdêssemos os bilhetes originais. Entretanto a Condor honradamente nos deu novos tíquetes.

Já em Colônia, decidimos fazer um bate/volta para Aachen e compramos os bilhetes de trem na hora, na Estação Central de Colônia.

Economia na hora de comprar os bilhetes

Acredito que enriquecemos muito uma viagem quando nos atemos a apenas uma região. Além disso, ganhamos tempo, pois as distâncias entre as localidades são mais curtas e o custo do deslocamento tende a ser menor.

Quando definimos as datas de chegada e partida de nossas cidades-base, compramos os bilhetes de trem ainda no Brasil, diretamente pelo site da Bahn, a companhia ferroviária alemã (Deutsche Bahn – DB).

O site tem a opção em inglês e o passo a passo foi simples.

A compra dos bilhetes: passo a passo

Começamos o processo escolhendo as estações de origem e destino bem como data e horários de partida, nos locais indicados e assim vamos prosseguindo com as opções, como por exemplo a escolha dos assentos.

Decidimos por assentos lado a lado (opção open saloon), mas havia a opção open saloon with table que são as poltronas que compartilham uma mesa: dois de um lado e dois de outro, com um par viajando de costas.

Pagamos 4,50 euros cada um, por trecho, para podermos marcar os assentos, pois não sabíamos a lotação do trem e, com bagagem, não queríamos ficar mudando de poltrona a cada parada – que podem ser várias até o destino final.

Para quem prefere não marcar assento, deve atentar para o luminoso em cima de cada poltrona que mostra até que trecho aquele assento está marcado.

Nosso passaporte não é aceito como documento de identificação pelo site da Bahn; no momento em que o sistema o pede nós ignoramos e selecionamos o cartão de crédito que efetuará a compra.

Com o processo finalizado, os tickets online serão enviados por e-mail e basta imprimir.

Ninguém cobra os bilhetes na entrada do trem, mas, durante a viagem, o fiscal os solicita e devemos apresentá-los junto com o cartão de crédito que efetivamos a compra.

Outro item de fundamental importância no momento da compra de passagens de trem é saber exatamente o nome da estação de onde queremos partir e em qual queremos chegar, porque muitas cidades têm mais de uma estação de trem.

Como proceder na estação de trem

Nas estações encontramos expostos painéis com informações referentes ao trem, como o posicionamento na plataforma do carro em que viajaríamos (numero do vagão contido no bilhete) para que na hora que ele chegasse já estivéssemos posicionados, uma vez que a parada costuma ser rápida.

Aqui é preciso ficar atento a um detalhe: trens diferentes fazem a mesma rota no mesmo horário em dias da semana distintos.

Por exemplo: se vagão for de número 23, verifique sua posição no mapa no dia em questão. Ali está indicado que ele se posicionará na praça B porque na segunda-feira o trem é maior. O que fazia a mesma rota em outros dias da semana era menor e, portanto os posicionamentos dos vagões na plataforma eram outros.

É necessário observar as informações sobre seu trem nos mostradores que ficam posicionados nos alto: seu destino pode ser antes do ponto final, mas geralmente somente a última estação é mostrada. Por isso, é interessante atentar ao número do trem e não ao nome da estação onde vamos descer.

Por exemplo: se o trem vai de Düsseldorf para Bonn e há uma parada em Colônia, o mostrador possivelmente exibirá Bonn ao lado do número do trem e não Colônia.

Na mesma plataforma passam diversos trens. A informação sobre o que está parado naquele momento está disponível nesses mesmos painéis posicionados no alto. Muitas vezes trens para os mesmos destinos têm diferenças de poucos minutos.

Os novos bilhetes que a Condor nos forneceu nos dava direito a viajar em qualquer trem para qualquer destino dentro do território alemão, o que significava que não tínhamos mais assentos marcados ou vagões determinados. Pudemos escolher onde sentar, respeitando os luminosos indicando os que estavam reservados.

Facilidades encontradas nos trem na Alemanha

Facilidades que encontramos nos confortáveis trens alemães: tomadas para carregarmos os celulares e bagageiros acima das poltronas. Aqui, uma ressalva para quem gosta de viajar com malas enormes: o espaço é limitado e o tempo entre subidas e descidas é rápido, o que requer agilidade.

Vimos duas japonesinhas passando sufoco e irritando os alemães com suas enormes bagagens que mais pareciam pequenos armários de tão grandes.

Há banheiros disponíveis nas extremidades dos vagões. Um funcionário da companhia passa vendendo café e lanches rápidos. Eu prefiro sempre comprar na estação e levar a bordo, pois os valores costumam ser melhores.

Lembro ainda que os trens na Alemanha costumam ser pontuais.

Informações adicionais sobre viajar de trem pela Alemanha

Reforçando que dependendo do horário e do trecho os trens podem variar de tamanho e formato, além de quantidade de pessoas viajando, portanto bagagens enormes podem dificultar, e muito, a vida de um viajante de trem alemão.

Apesar de os trens serem a minha opção primeira e preferida de deslocamento sempre, problemas podem acontecer, a exemplo do dia que saímos de Düsseldof em direção a Bonn.

Devido a alguma coisa que não conseguimos identificar o que era, muitos trens não chegaram à estação, superlotando os que conseguiram entrar na plataforma. Inúmeros trabalhadores, estudantes e turistas, educadamente, se espremeram para entrar nos trens. Léo e eu tivemos que viajar em pé e acomodar nossas bagagens em um cantinho.

A razão disso foi que na véspera, devolvemos nossos bilhetes comprados no Brasil, recebemos reembolso e compramos novas passagens ligeiramente mais caras, pois mudamos de ideia a respeito do horário de saída de Düsseldorf. Não tínhamos, portanto, assentos marcados.

Esse, como a maioria dos trens que pegamos estava com quase todos os assentos ocupados e reservados, obrigando muitos passageiros a viajar de pé, o que não considero um problema se a viagem é curta.

A Alemanha vai mal

Nesse dia, a maioria das pessoas desceu em Colônia, onde havia uma parada. Nós então sentamos em um par de poltronas cujo sinal luminoso estava apagado. Logo subiu um grupo de alemães, donos dos assentos. Apontamos o luminoso que indicava que não estavam reservados.

Ficamos sabendo, então, que eles não estavam funcionando e notamos que, de fato, naquele vagão não havia nenhum aceso.

Cedemos os lugares, claro, e ouvimos de um dos senhores do grupo: não se preocupem, a Alemanha funciona muito mal. Eu dei risada e quase o convido a visitar o Brasil para ele entender o que é funcionar mal de verdade.

Ainda assim, viajar de trem pela Alemanha é funcional, prático e sempre será minha primeira opção de deslocamento pelo país.

 

Fonte: Espiando Pelo Mundo

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